Ensino privado de Medicina – será mesmo necessário?
Extrapolar que a falta de profissionais no SNS é consequência da insuficiente formação de médicos pelas oito escolas médicas existentes é um sofisma.
Extrapolar que a falta de profissionais no SNS é consequência da insuficiente formação de médicos pelas oito escolas médicas existentes é um sofisma.
Agora, os protagonistas foram os motoristas para o transporte de matérias perigosas e mercadorias pesadas, ontem, foram os enfermeiros e amanhã… quem será?
O País precisa de um serviço público de Saúde, funcionante, exemplar, de referência e, simultaneamente, não poderá dispensar um sector privado competitivo e que se imponha pela qualidade e eficiência.
O modelo do hospital universitário — que tem sido peça fundamental mas não é suficiente — necessita de reestruturação urgente, que corresponda à evolução da medicina moderna.
Quais as razões que conduziram a este presente inquietante e triste? A confusão entre o essencial, que é o direito constitucional e inalienável à Saúde, e o acessório, que é modelo operacional, o SNS.
Há quem prefira uma estratégia da terra queimada, em especial no SNS e nas suas instituições de referência.
Mudar a organização das instituições de ensino médico, onde decorre também a formação de outros profissionais de saúde, é um passo, indispensável e urgente, no caminho necessário e no fortalecimento do sector público, na Saúde e na Educação.