Os Idos de Março
Nas duas áreas em que exerci responsabilidades profissionais e públicas – Educação e Saúde – os desafios que se colocam são imperiosos e urgentes.
Nas duas áreas em que exerci responsabilidades profissionais e públicas – Educação e Saúde – os desafios que se colocam são imperiosos e urgentes.
A questão da Urgência Obstétrica tem uma lição exemplar: há uma Oportunidade de fazer, de realizar, e se não for aproveitada escapa-se como a areia entre os dedos.
“Vivemos tempos sombrios, onde as piores pessoas perderam o medo e as melhores perderam a Esperança”, Hannah Arendt.
A situação de disfunção no sector público da Saúde coincidiu com o preconceito anti-privados, a corrida aos seguros de saúde, e as carências nos Cuidados Continuados.
Indiferente às sugestões de mudança tidas como violação da utopia fundacional dum SNS dominante, prevaleceu imobilismo e indiferença. Esta é a doença do SNS e pior que ter uma doença é ser uma doença.
Tenho sérias dúvidas que equipas exclusivas para a Urgência devam ser a coluna vertebral dos serviços de urgência hospitalar. Receio um ardil estratégico que conduzirá a mais um nicho profissional.
A “importação” de médicos sul-americanos, em especial de Cuba, retomou uma iniciativa cujos resultados nunca terão sido rigorosamente analisados. São legítimas as dúvidas sobre a sua eficácia.
Prevalece na sociedade um sentimento de inoperância pela ausência das reformas necessárias e pela decadência dos grandes serviços públicos
O que se desenha no horizonte sobre a mudança dos estatutos das ordens profissionais será mais um desastre e um tempo perdido.
Tenho dúvidas sobre a contabilidade dos médicos activos e da sua extrapolação directa para o sector público. As carências são globais, nalgumas especialidades ou em áreas geográficas definidas?