Desencontros (II)
O problema da imigração continua como uma chaga aberta, não apenas em Portugal, mas no mundo como os media denunciam.
O problema da imigração continua como uma chaga aberta, não apenas em Portugal, mas no mundo como os media denunciam.
Confesso a minha incapacidade para encontrar um rumo nas narrativas diversas e numa discussão sem apreciação rigorosa dos factos. Perplexidade absoluta.
Precisa-se de estratégia para acção porque política com táctica mas sem estratégia é pesadelo, perda de tempo e desperdício de recursos e vontade.
Há um equilíbrio indispensável entre necessidades e qualidade da formação. O risco de formação insuficiente sem treino adequado será bem pior para a sociedade e a boa medicina.
É legítima a interrogação de muitos que, saudando o salto quântico na Saúde, se interrogam: qual o método e que objectivos? Ilusão tecnocrática de separação asséptica de política e gestão?
Mudar de política e de intérprete, que personifique um novo espírito e uma visão mais abrangente não prisioneira de arquétipos passados é necessário, bem como respeito pela verdade, coragem e determinação na acção.
Invoca-se que 50 a 60% da procura de urgência hospitalar em Portugal é falsa urgência, realidade diferente do panorama europeu. Mas não correspondem a falsas necessidades médicas das pessoas.
Porquê esta situação no SNS? Outubro de 2018 marcou a interrupção de pragmatismo inteligente no enquadramento dos sectores público e privado para a realização do Bem Comum. Foi substituído pela ideologia e por uma ficção: de que o sector público poderia dispensar a cooperação dos outros braços do sistema de saúde.
Na civilização do espectáculo domina a volubilidade do humor social sobre os protagonistas, de que é exemplo alguma crítica sobre o Presidente ucraniano, que de herói passou a potencial vilão. Mas que poderia Zelensky ter feito de diferente?
Pior do que ter uma doença é ser uma doença José Ortega y Gasse